III. Desenvolvimento
Antes de mais importa esclarecer alguns conceitos sobre as mobilidades e as suas diversas vertentes. Assim, é considerada migração a passagem de um país para outro, ou simplesmente de uma região para outra, de pessoas ou animais. Estes dois actos têm denominações próprias, imigração, no caso da entrada de população estrangeira num país que não o seu, e emigração a saída de população de seu país de origem para um outro país. As migrações podem ser classificadas consoante ao espaço, à duração e à forma.
Espaço:
· Externas: de país para país;
· Internas: dentro do país;
Duração:
· Definitivas: quando os indivíduos decidem ficar definitivamente no local para onde migraram;
· Temporárias: quando a migração é só durante um determinado período de tempo;
· Sazonais: quando é durante um determinado período do ano (apanha de frutos, estâncias de Inverno);
· Semanais: quando ocorrem no início e no fim duma semana (estudantes universitários, militares);
· Diárias: quando são por exemplo entre a residência e o local de trabalho.
Forma:
· Voluntárias: quando a decisão de migrar é do indivíduo;
· Forçadas: quando o indivíduo é obrigado a migrar por várias razões mesmo que não o queira fazer;
· Legais quando o país de acolhimento dá autorização à migração;
· Ilegais quando a migração é feita sem a autorização do país de acolhimento.
Hoje em dia as pessoas percorrem o mundo, em busca de uma vida melhor. Essa é, na minha opinião, a principal motivação não forçada para as migrações, pondo de parte a migração forçada que mais à frente falarei. Com a abertura das fronteiras na Europa e livre circulação por muitos países do mundo, a mistura de culturas e os movimentos migratórios são cada vez mais evidentes. Os avanços tecnológicos na área da saúde e com a, cada vez maior, competitividade laboral, as famílias tendem forçosamente a procurar os melhores empregos, as melhores escolas para os seus filhos, as melhores áreas habitacionais abrangidas por eficientes cuidados de saúde. Estas são algumas das causas levam a esse êxodo populacional em Portugal e no mundo.
“O ministro da Segurança Social, Criança e Família vai pôr fim à obrigatoriedade dos desempregados aceitarem trabalho fora da sua área de residência e vai criar delegações regionais da Inspecção-Geral do ministério, noticia hoje o Jornal de Negócios.” http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=137193&visual=26